sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

MEC convoca mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti e às doenças que provoca

Ministro Aloizio Mercadante fala sobre a campanha
 de mobilização contra o zika vírus (Foto: João Neto/MEC
)
A educação é uma poderosa arma para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, da dengue e da febre chikungunya. Por isso, o Ministério da Educação convocou nesta terça-feira, 2, representantes de entidades ligadas à educação básica, tecnológica e superior a participar da campanha Zika Zero. No ato, o ministro Aloizio Mercadante e o secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, deram explicações sobre a campanha, que visa a eliminar o mosquito por meio da mobilização de estudantes, professores e servidores da educação.

A estratégia é usar a abrangência das redes federal, distrital, estaduais e municipais de educação para levar informações sobre as formas de extermínio do mosquito e identificação da doença.

“A única força social verdadeiramente capaz de mobilizar o Brasil e enfrentar essa questão somos nós, da educação”, afirmou Mercadante. “Se nós olharmos da creche à pós-graduação, do setor público e privado, professores e servidores da educação, estudantes, nós somos 60 milhões de brasileiros organizados por sala de aula. Só na rede pública nós somos quase 200 mil escolas.”

O ministro lembrou que o controle do zika vírus e o combate ao mosquito são uma preocupação do governo federal, especialmente para prevenir que mais mulheres grávidas sejam picadas, levando ao risco de o feto desenvolver a microcefalia. “Essa campanha é decisiva para as crianças que vão nascer; vamos lançar essa campanha no portal do MEC para que, na semana pedagógica, seja a nossa campanha, e dia 19 é rua e atividade em todas as escolas”, disse. “E depois, vamos voltar toda sexta-feira à mesma atividade nas escolas para dar continuidade. Não basta fazer um dia porque o mosquito volta.”

Parceria — O secretário Neilton Oliveira anunciou que a pasta da Saúde participará da ação contra o Aedes aegypti em parceria com as Forças Armadas, mas reconhece que é fundamental a mobilização de educação promovida pelo MEC. “Nesse momento, não tem nenhuma medida mais eficiente do que destruir os criadouros do mosquito. E isso não se consegue com meia dúzia de pessoas, nem com decreto, nem com dinheiro”, afirmou. “Pode pôr o dinheiro do mundo que quiser que nós não vamos ser bem-sucedidos se não houver a participação maciça da sociedade.”

Entre as ações previstas para o combate ao Aedes aegypti estão a distribuição de material educativo a mais de 2,7 milhões de professores e gestores da educação básica; a assinatura do Pacto da Educação Brasileira contra o Zika, quando secretarias estaduais e municipais de educação se comprometerão com a campanha Zika Zero; a participação das instituições de educação tecnológica e superior, organizações estudantis e de agentes da educação que se comprometeram a participar da mobilização.

O MEC enviará cartas a reitores, diretores, secretários, servidores e pais de alunos com orientações. Também haverá distribuição de material educativo a todos os estudantes.

Fonte: Portal do MEC

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Educação infantil será a grande prioridade do PAR em seu novo ciclo, a partir deste ano

Tema da primeira meta do Plano Nacional de Educação (PNE), a educação infantil é também a grande prioridade do Plano de Ações Articuladas (PAR) este ano. O novo ciclo do PAR, que começa em 2016 e segue até 2019, foi lançado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, no dia 27 de janeiro, em coletiva de imprensa.

Novos projetos de creches e pré-escolas serão desenvolvidos a partir de agora. São as chamadas creches verticais, que devem possibilitar aos municípios brasileiros com limitações de terreno – especialmente as grandes cidades – a construção de novos equipamentos educativos.

“Há uma imensa demanda de espaço para creches por parte dos gestores. Por exemplo, o esforço que o MEC fez em parceria com a prefeitura de São Paulo no ano passado. Nós colocamos 50 mil crianças na educação infantil no ano passado, 200 creches nós inauguramos na cidade de São Paulo. No entanto ainda faltam 60 mil crianças”, explicou Mercadante.

Além do foco na educação infantil, o ministro anunciou outras medidas para o novo ciclo do PAR. O plano, que segundo Mercadante “é a bússola da relação entre o MEC e qualquer estado ou município do Brasil”, foi importante ao longo da história recente da educação brasileira. Criado em 2007, agora será a grande orientação para a relação entre o ministério e as secretarias de educação estaduais e municipais.

Além de funcionar como um canal de interação do MEC com os sistemas de ensino, o novo PAR vai fortalecer o sistema nacional de educação e alinhar os planos estaduais e municipais ao PNE, assim como ao Plano Plurianual (PPA). Também serão integrados diversos dados de controle e gestão da educação que tratam das instalações, da acessibilidade e do projeto político-pedagógico das escolas, formação dos professores e finanças.

Instância – O Sistema Integrado de Monitoramento, Educação e Controle (Simec), pelo qual secretários de educação poderão acessar as informações do PAR, também ganhou nova interface, possibilitando uso facilitado aos usuários. “Nós vamos planejar os próximos quatro anos. Todas as ações do MEC na relação com cada município e cada estado terá de estar prevista e pactuada no PAR. É totalmente transparente, é o mesmo acesso a todos os municípios e estados, as mesmas regras republicanas”, frisou o ministro.

Para garantir essa interação entre todos os entes da educação brasileira, foi instalada ainda a Instância Permanente de Negociação Federativa. Uma mesa permanente de negociação entre as redes de ensino estaduais, municipais e o Ministério da Educação.

Leia mais no Portal do MEC

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Escolas e entidades religiosas incentivam a participação da família na educação em Anápolis (GO)

Mobilizadora Elisabete Pereira conduziu a palestra sobre
interação família-escola no CE Leiny Lopes
A Mobilização Social pela Educação foi tema de palestra conduzida pela mobilizadora e missionária capelã Elisabete Pereira, em parceria com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, no Colégio Estadual Leiny Lopes de Sousa, em Anápolis (GO). A atividade integrou a programação do projeto Conversa de Gente Grande, desenvolvido pela Capelania Brasileira, e foi realizada durante Mutirão de Natal promovido pela Igreja Adventista, no dia 20 de dezembro de 2015.

A ação contou com a participação de cerca de 50 famílias da comunidade local, além de funcionários e professores da unidade de ensino, alunos e fiéis da igreja. Durante a palestra, foram apresentadas as orientações da cartilha Acompanhem a vida escolar dos seus filhos e distribuídos exemplares da publicação. Elisabete enfatizou, ainda, a importância dos pais garantirem a frequência escolar dos estudantes e de verificarem seus materiais escolares.

Foram distribuídos exemplares da Cartilha Acompanhem a
vida escolar dos seus filhos
 aos participantes
Segundo a mobilizadora, a atividade foi bem-sucedida. “Os pais se encantaram com as atividades propostas pela equipe palestrante. Além da divulgação da Cartilha, foram apresentadas palestras sobre saúde e educação dos filhos”, destacou a mobilizadora. “Ficamos muito felizes com esse evento. Tudo pareceu uma grande festa. Os pais saíram agradecidos e renovaram seu compromisso diante da escola, mediante as propostas eficazes da Cartilha”, comemorou.

Colégio Estadual Antensina Santana

Atividade semelhante foi desenvolvida no Colégio Estadual Antensina Santana, em 27 de outubro do ano anterior. “Por ocasião da retirada dos boletins, os pais foram convidados a participarem da palestra que tem o propósito de divulgar a Cartilha do PMSE e reunir ações que viabilizem a atuação da família na melhoria da Educação”, relatou a missionária Elisabete.

Participação das famílias superou a expectativa dos gestores
do CE Antensina Santana
Estiveram presentes na palestra pais, mães e responsáveis, bem como a equipe gestora da escola, que organizou a ação. Além da mensagem da cartilha, foram abordados temas como negligência dos pais e prevenção e combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes.

Elisabete ressaltou a presença dos familiares e a continuidade das ações no Colégio. “O público participante superou as expectativas da coordenação da escola, o que foi surpreendente. Esta é a quarta apresentação da Mobilização nessa Escola. Os alunos são transferidos, outros novos surgem à medida em que o ano letivo passa, mas os pais remanescentes compareceram e mais uma vez parabenizaram a equipe organizadora. Certamente, isso proporciona a continuidade e a perseverança da difusão do PMSE”, refletiu.

Com informações de Elisabete Rosa Pereira, mobilizadora social pela Educação em Anápolis (GO) e região.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Com a participação da comunidade, aprendizagem em escola do sertão cearense supera a média da Suíça

Em Pedra Branca (CE), com pouco mais da metade dos 40 mil habitantes alfabetizados, uma escola se destaca como uma das melhores do país. 

"Se você chegar à nossa escola não vai ver nada de anormal. Salas e laboratórios são pequenos, a merenda é simples e não há grandes eventos. Mas a educação daqui marca a vida de quem passa", diz Amaral Barbosa, diretor da Escola de Ensino Fundamental (EEF) Miguel Antônio de Lemos, em Pedra Branca (CE), a 260 km de Fortaleza.

A "escola de Amaral", como é conhecida, não aparece no GPS. Fica em um sítio a 18 km da cidade, no meio do sertão. Porcos, jumentos e bois rodeiam a escola, e a agricultura local é de subsistência, com vários alunos ajudando os pais - na maioria, não alfabetizados - na lavoura.

Desmistificando a ideia de que o mau desempenho do ensino está ligado à baixa educação dos pais ou ao nível socioeconômico local, a escola tem um dos melhores desempenhos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Brasil, com nota 8,9 para o 9º ano. A média nacional é 4,2. A média das escolas particulares brasileiras é 5,9.

A escola é uma família

Amaral atribui os resultados à estreita relação entre a escola e a comunidade. Ele próprio carrega a escola no DNA: é bisneto do seu Miguel, que nomeia a escola - outros 15 professores também são descendentes do seu Miguel. A eles juntou-se um time de voluntários da comunidade, que une esforços para tornar a escola mais agradável. Cada um ajuda como pode: o motorista do pau de arara (transporte escolar da maioria dos alunos) dá aulas de baixo, um dos pais ensina sanfona e o professor de história e geografia empresta a bateria para os alunos aprenderem. 

Nos finais de semana, a quadra esportiva vira salão de festas para batizados e casamentos e recebe em troca pequenos serviços, como um reparo feito por algum pai que seja pedreiro, ou um desconto nas roupas de formatura dado por uma mãe costureira. Tudo isso ajuda a fechar as contas da escola, que se mantém com apenas R$ 4 mil anuais de orçamento para compra de materiais didáticos e de limpeza.

Para a coordenadora pedagógica Bruna Barbosa de Lima, além do apoio material, a proximidade com a comunidade envolve os alunos e os faz respeitar os mestres. "A escola é tratada como algo muito importante. E isso se reflete no índice zero de evasão. Todos entendem a importância de estar aqui". 

Os pais são tão participativos que decidem com coordenadores e professores o currículo pedagógico a cada ano. "Vários não sabem escrever o nome, mas sabem o que é IDEB, compreendem a importância das avaliações e das etapas de ensino", explica Amaral.

Maria Neci Lira Lemos, mãe de 6 filhos, é agricultora e cursou até a 4a série. Hoje trabalha com a produção de mamona para biodiesel, e mesmo morando longe da escola, faz questão de acompanhar o desenvolvimento dos filhos. "Como é que posso mostrar para meus filhos a importância da escola se eu também não estiver presente dentro dela?", questiona.

Para os alunos que não tem a sorte de contar com a participação dos pais, a escola promove o programa Adote um Aluno, em que cada professor anonimamente se responsabiliza por acompanhar o desenvolvimento de uma criança cuja família não seja presente. "A escola não pode passar a vida reclamando a falta da família dos alunos, mas pode criar mecanismos para minimizar as consequências dessa falta. O importante é que o aluno sinta-se acompanhado e fazemos isso inclusive nas nossas horas vagas", explica o diretor Amaral.

Pelo desempenho, a escola recebeu por sete vezes o prêmio estadual Escola Nota 10, que gratifica com R$ 2 mil por aluno os melhores colégios do Ceará. No entanto, só recebe em mãos 75% do valor. O restante só vem quando a escola ajuda uma outra da região a melhorar seus índices. "Todos têm que crescer juntos, em rede. Se eu ajudo uma escola que alfabetiza, melhoro também a qualidade do aluno que chega à minha, e assim toda a educação se eleva", sustenta Amaral.



Saiba mais e veja mais imagens da escola no site da Revista Super Interessante.

Fonte: Revista Super Interessante 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Pacto pela alfabetização vai focar no Norte e Nordeste, com inspiração no sucesso do Ceará

Está na meta 5 do Plano Nacional de Educação (PNE) a tarefa de alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do terceiro ano do ensino fundamental. Para alcançar o objetivo, o Ministério da Educação lançou, nesta segunda-feira, 14, um novo ciclo do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), específico para Norte e Nordeste. O foco nessas regiões é baseado nos resultados da última Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA).

O lançamento aconteceu durante encontro dos secretários da educação estaduais do Nordeste, realizado em Fortaleza, e que contou com a presença do ministro Aloizio Mercadante. O Ceará foi o estado nordestino mais bem avaliado na ANA 2014, apresentando os melhores índices de leitura, escrita e matemática. Lá também nasceu o projeto que inspirou a criação do Pnaic.

“Nós montamos o Pnaic inspirados no Ceará, na experiência exitosa do Ceará, iniciada em 2007 com o Pnai (Programa de Alfabetização na Idade Certa, de iniciativa do governo estadual). Naquela ocasião, eu criei a Avaliação Nacional da Alfabetização, um exame universal pra gente saber de todas as crianças de todas as salas de aula. Se elas aprenderam a ler ou não, em que estágio estão, se elas estão escrevendo ou não e se elas dominam as primeiras contas”, explicou o ministro.

O novo ciclo inicia em 2016 e tem três eixos de atuação, que visam reduzir os níveis de analfabetismo e baixo letramento das duas regiões. O primeiro eixo prevê o fortalecimento das estruturas de gestão em nível regional. Serão formadas equipes de coordenação e supervisão para visitar as escolas e acompanhar mais de perto as formações voltadas à alfabetização. Assim, as funções da coordenação local do Pnaic serão ampliadas, vinculando-se às redes de ensino, e as ações do programa serão monitoradas pelas administrações estadual e municipal, por meio do desempenho dos estudantes.

A formação continuada de professores é o segundo eixo de atuação do novo ciclo do Pnaic. Os profissionais receberão materiais de apoio pedagógico, produzidos pelos estados das regiões Norte e Nordeste, em parceria com instituições de ensino superior. O MEC vai participar qualificando e dando apoio à impressão dos conteúdos.

Também serão apresentados ao Ministério planos de formação de professores, desenvolvidos para cada estado pelas instituições de ensino superior, em conjunto com as secretarias de educação e seccionais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Os planos devem considerar diretrizes pedagógicas vinculadas às políticas de formação das redes de ensino.

O terceiro eixo quer promover a valorização e o reconhecimento de escolas e profissionais mais empenhados com a evolução da alfabetização. Ao mesmo tempo, estabelece um apoio a unidades de ensino com maior dificuldade na superação do analfabetismo e do baixo letramento de seus alunos.

“Nós estamos aqui porque é nossa obrigação dar o melhor para educar as crianças desse país a ler, a escrever, a saber as primeiras contas e nós não podemos descansar enquanto isso não acontecer como direito sagrado de todas as crianças do Brasil”, afirmou o ministro.

Fonte: Portal do MEC

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Parceria entre MEC e CGU promove ética nas escolas com participação da Turma da Mônica

O secretário-executivo Luiz Cláudio Costa e o ministro
 da CGU, Valdir Moysés Simão, e o presidente do
 Observatório Social, Ney da Nóbrega Riba, recebem
Maurício de Sousa e seus personagens
(Foto: Isabelle Araújo/MEC)
O Ministério da Educação e a Controladoria-Geral da União (CGU) anunciaram parceria para o programa Um por todos e Todos por um! Pela Ética e Cidadania. O termo de cooperação foi divulgado, nesta segunda-feira, 7, durante a entrega dos prêmios da 7ª edição do Concurso de Desenho e Redação da CGU. O projeto tem, ainda, a colaboração do Instituto Maurício de Sousa.

Cerca de 2,5 mil escolas públicas receberão, em 2016, material pedagógico lúdico e educativo sobre temas como responsabilidade social, respeito à diversidade, bem-estar coletivo e democracia. O programa usará quadrinhos da Turma da Mônica, criação do desenhista Maurício de Sousa, especialmente elaborados para o programa. O objetivo é envolver cerca de 250 mil alunos do terceiro, quarto e quinto anos do ensino fundamental, com o objetivo de torná-los cidadãos conscientes, conhecedores de seus deveres e capazes de lutar por seus direitos.

O MEC fará a impressão das cartilhas utilizadas no projeto, além da atualização do conteúdo elaborado pelo Instituto Maurício de Sousa. “Já alocamos, apesar de todo o ajuste fiscal, os recursos necessários pra que esse material chegue às escolas. E eu tenho certeza de que essa participação de vocês vai permitir que o Brasil avance”, disse o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, para uma plateia de alunos e professores que participaram da premiação da CGU.

Consciência – Além do anúncio da parceria entre MEC e CGU, a premiação do 7º Concurso de Desenho e Redação anunciou os vencedores da competição que teve como tema Pequenas Corrupções – Diga Não!. A disputa, que mobilizou cerca de 500 mil alunos e 17,3 mil professores de todo o país, escolheu os melhores trabalhos entre 12 mil concorrentes.

Um deles foi o jovem carioca Lucas Gomes Teixeira, de 18 anos, premiado na categoria redação 3, voltada para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para ele, que ganhou um notebook e o certificado de participação no concurso, escrever sobre o tema foi importante porque o fez enxergar os próprios pequenos deslizes. “Abriu meus olhos para coisas que eu mesmo cometia e achava que eram banais, mas que na verdade têm grande impacto no futuro”, frisou.

Luiz Cláudio Costa lembrou que iniciativas como a do concurso colaboram para um esforço que já vem sendo feito no país, inclusive por meio do fortalecimento de órgãos de controle como a CGU, para acabar com a corrupção. E na educação não é diferente.

“O Brasil vem aumentando cada vez mais o recurso que aplica na educação, hoje já está com 6,2%. E graças ao trabalho da CGU, da sociedade e da disposição desse país, cada vez mais nós temos certeza, e queremos, que esse recurso chegue às escolas, às crianças, que seja utilizado na merenda escolar, no transporte escolar, na construção das nossas creches. Para isso, nós precisamos do diálogo com um órgão que nos auxilie, e a CGU permite que cada vez mais nós, gestores, aprimoremos nossa gestão. Isso tem sido extremamente importante”, destacou o secretário-executivo.

Acesse a página do Concurso de Desenho e Redação

Fonte: Portal do MEC

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

SASE promove agenda sobre Mobilização Social pela Educação

Participantes da reunião
A Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC (Sase/MEC) realizou, nessa terça-feira (01), reunião de trabalho com lideranças e instâncias representativas do setor educacional sobre a Mobilização Social pela Educação (MSE). Ainda em 2008 o MEC lançou o Plano de Mobilização Social pela Educação e vem estimulando, desde então, a mobilização em prol da melhoria da escola pública, tendo como foco a valorização da educação e o acompanhamento da vida escolar dos estudantes por suas famílias. A Lei nº 13.005/14, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE), por sua vez, reforça a estratégia de mobilizar as famílias e setores da sociedade civil para que a educação seja assumida como responsabilidade de todos, e com o objetivo de ampliar o controle social sobre o cumprimento das políticas públicas educacionais.

Secretário Binho Marques coordenando
a reunião sobre o PMSE
O objetivo da reunião foi fazer uma escuta qualificada com atores que vem trabalhando o conceito da mobilização social em diferentes regiões para coletar sugestões de aperfeiçoamento do programa no MEC. O intuito é aprofundar as discussões sobre estratégias para estimular a participação da sociedade na educação.

O Secretário da SASE, Binho Marques, abriu e acompanhou toda a manhã de diálogo com os articuladores e colaboradores das atividades nos estados. Para ele, "a mobilização social é uma ação de incentivo à participação da sociedade na educação, por meio de ações dialogadas e consensuadas, que contribuem para o fortalecimento da democracia e que buscam a garantia do direito à educação de qualidade, nesse sentido, a apropriação pelos mobilizadores das metas e estratégias do Plano Nacional de Educação é um trabalho que colabora com a implementação do PNE que prevê acompanhamento e avaliação dos planos de educação pelas diversas instâncias de controle social."

O secretário ressaltou o significado institucional da escuta para coletar sugestões e indicar pontos de dificuldades que precisam ser superados para que a MSE tenha um escopo claro e seja uma agenda nacional.

A presidenta do Fórum Nacional de Conselhos de Educação (FNCE), Suely Menezes, destacou a importância da aproximação entre os diversos atores e os conselhos de educação em torno do conceito da mobilização pela educação. "Os Conselhos de Educação estão revisando e consolidando os seus papéis. As funções de mobilização e articulação são essenciais para as mediações voltadas à garantia do direito à educação", destacou Suely. "Há que se discutir, questionar, articular questões centrais para a agenda educacional. Enriquecer a mobilização a partir da interação com os conselhos e de uma melhor relação com CONSED e UNDIME é algo muito especial. Podemos mergulhar na agenda da mobilização a partir de um desenho que permita mais clareza dos objetivos e articulações múltiplas", complementou a presidenta do FNCE, que se comprometeu a levar a discussão para o FNCE.

A coordenadora da MSE, Ivanete Oliveira, destacou como sendo a primeira vez, nos últimos três anos, que se faz uma reunião tão qualificada e tão ampla com os parceiros, com contribuições tão significativas vindas de diferentes lugares, o que será importante para fortalecer a agenda.

O Assessor Especial, Walisson Araújo, destacou que a reunião com os atores estratégicos da mobilização é mais uma estratégia para que seja construída uma síntese propositiva: "A presente reunião e todas as contribuições oferecidas se somarão aos acumulados da equipe no MEC e aos trabalhos de consultorias, todos aportes fundamentais para conferir maior clareza conceitual e estratégica em torno da MSE e possibilitar maior institucionalidade na agenda. Ao mesmo tempo o envolvimento e uma maior articulação com os conselhos, dirigentes e fóruns de educação só fortalecerá o trabalho", disse. Walisson Araújo também julgou muito convergente a leitura de que é fundamental que os conselhos escolares sejam mais considerados e mais ativados, inclusive com uma maior aproximação com a SEB.

Para Walisson, "o PNE é algo muito central, conquista da sociedade, e que deve ser instrumento de gestão mas, também, de mobilização social. Precisamos envidar esforços para que os desafios educacionais para a década sejam apropriados por todos e cada um, como ferramenta de trabalho, de diálogo e para o exercício do controle social. Popularizá-lo e colocá-lo no centro é um grande desafio", projetou Walisson, da SASE.

O representante da União dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Elcivan França, sugeriu aproximar os comitês da MSE com os Conselhos Municipais de Educação (CME) que, para ele, contribuirá para uma atuação mais equilibrada entre sociedade civil e governo, em função da mobilização das famílias, que precisam ser valorizadas administrativo e pedagogicamente nos espaços de participação, como nos conselhos escolares e nos CMEs.

Para a procuradora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e representante da Comissão Permanente de Educação (Copeduc), órgão do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça, Cátia Vergara, "a Mobilização Social deve fortalecer a participação social efetiva das famílias para garantir voz ativa nos momentos de decisão, construindo processos participativos que concretizem a gestão democrática na educação".

O membro do Comitê de Mobilização do Rio Grande do Norte, Geraldo Wanderley, defendeu que os comitês "ampliem os assuntos abordados no diálogo com as famílias", com destaque para o PNE, como também trabalhar para "envolver e comprometer os gestores com a implementação das metas do plano".

Tatiana Capitanio, do Instituto Votorantim, e Valnice Sousa, da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), defenderam a ampliação do público alvo do MSE, incluindo crianças e adolescentes, com a utilização de metodologia participativa, com estratégias lúdicas, e o uso das ferramentas virtuais no trabalho de mobilização.

O Secretário da SASE, Binho Marques, encerrou a atividade agradecendo todas as importantes contribuições, reafirmando que será elaborado um bom relatório da agenda que circulará entre os parceiros antes de ser publicado. Também indicou a possibilidade de realização de um encontro ou seminário mais ampliado que possa aprofundar algumas discussões conceituais e avançar na agenda.

Participaram e contribuíram na discussão: Sergio Maia, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); Denise Andrade, da Associação de Solidariedade Internacional (ESSOR); Romi Bencke, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Moacir Tuleski e Elizabeth Pereira dos Comitês de Mobilização do Paraná e de Goiás, respectivamente. Além de representantes das regiões do país que veem desenvolvendo atividades no âmbito do Plano de Mobilização Social pela Educação acompanharam e colaboraram nas discussões o CONSED, representado pela Secretária Fátima Gavioli, e a UNDIME, representada pela Assessora Vanelle Oliveira.


Texto e imagens: Portal do PNE

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Reunião discute redimensionamento do Plano de Mobilização Social pela Educação

Representantes de instituições parceiras do Plano de Mobilização Social pela Educação (PMSE) e de Comitês de Mobilização das cinco regiões do País vão se reunir, nesta terça-feira, 1º de dezembro, com o secretário de  secretário de Articulação com os Sistemas de Ensino, Binho Marques (SASE/MEC) e com a coordenação do PMSE no Ministério da Educação, em Brasília. O encontro tem como finalidade construir, coletivamente, propostas para aperfeiçoar e redimensionar a atuação do Plano.

Para a coordenadora do PMSE no MEC, Ivanete Oliveira dos Santos, a reunião é uma oportunidade para renovar o Plano de Mobilização Social pela Educação.  “Com sete anos de atuação, o PMSE alcançou diversas localidades e conquistou muitos parceiros, mas sempre é importante avaliar o que estamos fazendo para que possamos avançar ainda mais”, explicou. Além disso, a mudança da Coordenação do PMSE para a Secretaria de Articulação de Sistemas de Ensino (SASE) fez com que o Plano de Mobilização incorporasse novos objetivos e desafios.

“No segundo semestre deste ano, passamos a fazer parte da estrutura da SASE. Nessa transição, para que possamos alinhar o PMSE aos objetivos e temas dessa Secretaria – entre eles, o Plano Nacional de Educação (PNE) –, é necessário realizar um balanço do que vem sendo feito e do que podemos fazer”, complementou a coordenadora.

Por meio do encontro com parceiros e mobilizadores, a equipe do PMSE no MEC busca reunir sugestões e experiências que contribuam para esse redimensionamento do Plano. “Nosso objetivo é promover uma escuta qualificada sobre a agenda de Mobilização Social pela Educação, seus resultados, conteúdos, limites e possibilidades”, apontou Ivanete. 

Entre os participantes, estarão presentes na reunião representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), do Instituto Votorantim e da Associação de Solidariedade Internacional (ESSOR). Foram convidados a participar, ainda, membros da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais (FNCE), e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mobilizadores de Icatu (MA) incentivam envolvimento das famílias e da comunidade na educação

Conscientizar cada cidadão sobre o valor da educação e sobre o papel das famílias, das autoridades e dos representantes de segmentos organizados na busca pela garantia do direito de aprender e de qualidade para o ensino público. Segundo a mobilizadora Lúcia Vidal, esse é o objetivo das ações desenvolvidas pelo Comitê de Icatu (MA), que comemorou, no dia 26 de agosto, o seu quarto aniversário.

Educadores, alunos e membros da comunidade das
escolas da sede e dos povoados de Icatu participaram
da passeata e demais ações da IV Semana de Mobilização
A celebração da data foi marcada pelas atividades da IV Semana Municipal de Mobilização Social pela Educação, instituída pela Lei nº 294, de 2012. Durante a Semana, realizada de 20 a 26 de agosto, escolas da rede municipal e estadual da sede e dos 12 povoados de Icatu promoveram ações com o objetivo de aproximar as famílias do cotidiano escolar. Visitas às residências dos alunos, peças teatrais, gincanas, momentos de leitura, distribuição de prêmios aos familiares mais participantes, exibição de vídeos educativos, bem como palestras conduzidas por conselheiros tutelares e mobilizadores sobre a importância da interação família-escola estiveram na programação das unidades de ensino.

Mobilizadores confeccionaram cartazes e faixas com mensagens
sobre a importância da interação família-escola
Para encerrar a Semana de Mobilização, os membros do Comitê de Icatu organizaram grande passeata pela cidade maranhense, com a participação de representantes de todas as escolas da sede do município e da zona rural. Além dos educadores, estudantes e suas famílias, estiveram presentes na caminhada representantes da Prefeitura Municipal, da Câmara de Vereadores, da Secretaria Municipal de Educação e das secretarias de Cultura, Meio Ambiente e Agricultura, bem como lideranças das igrejas Católica, Assembleia de Deus, Adventista do 7º Dia, Batista Tropical e Graça e Vida. A passeata contou com a participação, ainda, de membros da Comissão de Mobilização do Plano Municipal de Educação, do Fórum Municipal de Educação, do Conselho Municipal de Educação e da Academia de Letras de Icatu.

Representantes de diversos segmentos sociais participaram
da passeata de encerramento da Semana de Mobilização
Para a mobilizadora Lúcia Vidal, a divulgação de mensagens de sensibilização sobre a importância da interação família-escola-comunidade foi o destaque da caminhada. “Mais uma vez, o ponto alto da passeata foi a confecção de cartazes com bastantes mensagens reflexivas”, ressaltou. A mobilizadora também apontou como destaque a biblioteca montada na praça da cidade que disponibilizava livros para as crianças.

Segundo Lúcia, as ações da Semana foram bem-sucedidas. “Foi um sucesso. O Comitê agradece a todos os parceiros nessa luta”, disse.

Com informações de Lúcia Vidal, mobilizadora Social pela Educação em Icatu (MA).